Estive em um cliente essa semana e percebi o quanto é complexa essa resposta. Quando o empresário precisa tomar essa decisão, muitas vezes difícil, vejo que normalmente é feita na emoção, sem pensar efetivamente em todos prós e contras. Nesse cliente que estive conversando sobre alguns posicionamentos de colaboradores de muito tempo, notei que a preocupação era demitir errado e ficar com quem não é de fato comprometido.

Mas como saber? A primeira resposta é: não é dia de um dia para o outro. Essa decisão requer tempo de análise e dados reais para que possa decidir e não atrapalhar seu negócio. É possível acertar 100%? Claro que não, mas é possível minimizar os erros.

Quando falo de análise, além de tempo para isso, precisa ter informações passadas e objetivos futuros.

Responda essas 5 perguntas:

1) O que o colaborador tem feito para a empresa ter resultados concretos?

2) Como o colaborador se envolve com os assuntos da empresa?

3) É um colaborador comprometido com seu horário, relações e resultados?

4) Quando o colaborador foi contratado, foi passado tudo para ele a ponto de ter todas as informações do que está sendo cobrado?

5) O colaborador tem recebido feedback e o canal para que passa dar um retorno do que se passa com ele também está aberto?

Respondendo essas questões verdadeiramente, entendendo que a comunicação entre você e o colaborador está sendo de maneira clara e direta, começamos a mapear o que será feito com ele. Deve ser demitido porque não está mais apto para o cargo (lembre-se que algum dia ele já esteve), devemos insistir porque se entendeu que o “erro” (como falta de feedback ou uma comunicação ineficaz) é mais seu do que dele (ainda!) ou devo investir porque esse colaborador é suscetível a assumir cargos maiores ou até mesmo continuar onde está, e o que está passando apenas uma fase (todos nós temos uma fase ruim em nossas vidas!)?

O meu cliente, depois que conversamos, tomou a decisão de insistir. Alguns pontos ele se responsabilizou pelos erros e criamos um plano de ação para pudesse se autodesenvolver e apoiar na carreira daquele que a princípio seria demitido sem análise mais profunda dos dados. Sem dúvida isso vai demandar mais energia dele, porque a partir de agora terá que ficar mais atento ao colaborador e às suas atitudes. Mas com certeza te aliviará de um sentimento de injustiça e principalmente, poderá ajudar a sua própria empresa, não demitindo um profissional que poderá lhe trazer ainda resultado a médio e longo prazo.

Você não conseguiu responder profundamente essas perguntas, fazendo uma análise real do cenário? Ficarei satisfeita em ajudar, me mande uma mensagem.

Até a próxima.

Adriane Boueri
Diretora de Operações

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