Gestão e Liderança

Mapeamento de poder… o que é isso?

Helena é uma jovem executiva que herdou a empresa em que trabalha de seus avós maternos. Os dois criaram o empreendimento na década de 1940 e ela faz parte da terceira geração da família. Tudo aconteceu muito rápido. Sua mãe (a antiga Presidente do grupo) faleceu há alguns anos e Helena resolveu assumir os negócios da família de forma plena. É muita tradição e responsabilidade nos seus ombros, mas ela tem prazer em representar tudo por onde anda e vai. Recentemente algo novo aconteceu na empresa e fez com que ela, pela primeira vez, se sentisse sem chão. Os negócios cresceram e a atuação empresarial aumentou para outras cidades e estados. Pessoas, que ela não conheceu pessoalmente, entraram para o negócio e ocuparam cargos estratégicos. Ela perdeu o controle que tinha. Já não sabia mais o nome de todas as pessoas que trabalhavam na matriz e nos escritórios distantes. O pior de tudo é que, pela primeira vez, ficou sabendo que funcionários e “líderes” falavam mal dela e da família. Aquilo era insustentável e insuportável. Ela precisava agir imediatamente, mas não sabia por onde começar.

Helena se tornou uma vítima e este relato soa familiar porque está claro que no mundo (empresas, famílias, sociedades) lidamos com a mais poderosa luta que já existiu em todos os tempos, na humanidade: a luta pelo Poder. 

Esta luta é milenar e sempre lançou mão de ferramentas disponíveis à cada época na humanidade, mas as estratégias ainda são as mesmas.

É um verdadeiro jogo até então oculto da grande maioria das pessoas (Helena, mais uma vez, está neste jogo, mas não sabe disso) e que reúne informações valiosas sobre os ataques emocionais que sofremos em todos os ambientes em que vivemos.

Em termos práticos Helena tem, pela frente, duas escolhas: jogar o jogo de forma ativa ou de forma passiva (que é provavelmente o que está fazendo).

Caso a escolha dela seja jogar “O Jogo do Poder” de forma ativa ela conseguirá interferir nos resultados em sua vida, e naquilo que for possível e mais adequado para seus projetos profissionais e / ou pessoais.

Assim como Helena todos nós sempre estivemos envolvidos neste verdadeiro jogo e, de certa forma, somos alvo de manipulações. Muitos reconhecem que este jogo está em andamento. Poucos sabem quem são os jogadores, como eles jogam, onde o jogo é jogado e (o mais importante) quais são as regras deste jogo. No entanto, um passo estratégico em nossas vidas é irmos além desta identificação para sabermos o que fazer com essas pessoas!

Ao apoiar Helena na identificação de estilos de pessoas que orbitam sua vida, é extremamente recomendado que, antes dela tomar qualquer atitude, iniciar um Planejamento Estratégico na empresa, ou qualquer outra ação voltada para a realização de projetos pessoais ou profissionais, ela possa mapear o Poder ao seu redor.

Mapeamento de Poder é uma metodologia estratégica que nos auxilia a identificar pessoas que (intencionalmente ou não) nos trazem distúrbios e que nos desviam de nossas intenções mais importantes: as nossas realizações pessoais ou profissionais.

Você sabe jogar esse JOGO?

Jorge Pinheiro

Especialista em Mapeamento de Poder e Consultor Sênior da Qualitá RH e Attua Gente e Gestão

Demito, Insisto ou Invisto?

Estive em um cliente essa semana e percebi o quanto é complexa essa resposta. Quando o empresário precisa tomar essa decisão, muitas vezes difícil, vejo que normalmente é feita na emoção, sem pensar efetivamente em todos prós e contras. Nesse cliente que estive conversando sobre alguns posicionamentos de colaboradores de muito tempo, notei que a preocupação era demitir errado e ficar com quem não é de fato comprometido.

Mas como saber? A primeira resposta é: não é dia de um dia para o outro. Essa decisão requer tempo de análise e dados reais para que possa decidir e não atrapalhar seu negócio. É possível acertar 100%? Claro que não, mas é possível minimizar os erros.

Quando falo de análise, além de tempo para isso, precisa ter informações passadas e objetivos futuros.

Responda essas 5 perguntas:

1) O que o colaborador tem feito para a empresa ter resultados concretos?

2) Como o colaborador se envolve com os assuntos da empresa?

3) É um colaborador comprometido com seu horário, relações e resultados?

4) Quando o colaborador foi contratado, foi passado tudo para ele a ponto de ter todas as informações do que está sendo cobrado?

5) O colaborador tem recebido feedback e o canal para que passa dar um retorno do que se passa com ele também está aberto?

Respondendo essas questões verdadeiramente, entendendo que a comunicação entre você e o colaborador está sendo de maneira clara e direta, começamos a mapear o que será feito com ele. Deve ser demitido porque não está mais apto para o cargo (lembre-se que algum dia ele já esteve), devemos insistir porque se entendeu que o “erro” (como falta de feedback ou uma comunicação ineficaz) é mais seu do que dele (ainda!) ou devo investir porque esse colaborador é suscetível a assumir cargos maiores ou até mesmo continuar onde está, e o que está passando apenas uma fase (todos nós temos uma fase ruim em nossas vidas!)?

O meu cliente, depois que conversamos, tomou a decisão de insistir. Alguns pontos ele se responsabilizou pelos erros e criamos um plano de ação para pudesse se autodesenvolver e apoiar na carreira daquele que a princípio seria demitido sem análise mais profunda dos dados. Sem dúvida isso vai demandar mais energia dele, porque a partir de agora terá que ficar mais atento ao colaborador e às suas atitudes. Mas com certeza te aliviará de um sentimento de injustiça e principalmente, poderá ajudar a sua própria empresa, não demitindo um profissional que poderá lhe trazer ainda resultado a médio e longo prazo.

Você não conseguiu responder profundamente essas perguntas, fazendo uma análise real do cenário? Ficarei satisfeita em ajudar, me mande uma mensagem.

Até a próxima.

Adriane Boueri
Diretora de Operações

Nós sabemos o que sua empresa precisa em RH!

Faça seu Diagnostico de RH gratuito e de o primeiro passo nessa trilha!